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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

ZÉ NO BLOG DO ZÉ

José Simão

Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República!

Piada pronta: "Casal preso por fazer sexo oral em shopping na Inglaterra". Como é o nome do homem? Fahad BILAL!

A mulher tava fazendo um shopping no bilal!

Rarará!

Piada prontíssima: "Cunha usou o nome da mãe como senha no banco na Suíça".

E a mãe chama Elza! O Cunha deu a elza na Suíça! Ele já tá abusando, não pode botar a mãe no meio!

E outra: "Policiais confundem rapadura com crack e dão voz de prisão a professora".

A polícia brasileira tem que fazer exame de vista. Já confundiram skate com arma e mataram um cara, confundiram macaco hidráulico com metralhadora e balearam um motoboy e agora confundem rapadura com crack.

Daqui a pouco vão confundir maçã com granada! "Cuidado, senhorinha portando abacate!"

Rarará!

E "Os Dez Mandamentos"?

Moisés diz que é apenas usufrutuário do mar Vermelho.

E o "Piauí Herald" quer ver o Moisés abrir a Marginal Tietê na hora do rush!

Record abre a Marginal Tietê na hora do rush e bate o "Jornal Nacional"! Aliás, o "Jornal Nacional" noticiou assim o protesto dos taxistas contra o Uber: "Protesto contra serviço de motorista particular que usa aplicativos".

Tucanaram o Uber! Rarará!

E entusiasmada com a novela, uma amiga foi visitar o Egito e ligou pro marido: "Aqui só tem tijolo e defunto!". Rarará!

E o Cunha vulgo Alcunha Deus Nos Acunha diz que foi 37 vezes pra África pra vender carne moída, arroz e feijão!

Acabou com a fome na África!

Rarará.

É mole? É mole, mas sobe!

Os Predestinados! Mais três para a minha série Os Predestinados!

É que em Brasília tem uma fisioterapeuta chamada Sarah Costa.

Sarah Costa, coluna e dormência no pé! Rarará! E a jornalista do Globo que cobriu o desfile sexy das deusas da Victoria's Secret: Candice Feio!

Rarará!

E tem um pastor americano chamado Creflo Dollar. Deve ser o guru do Cunha! Rarará.

Nóis sofre, mas nóis goza!

Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

terça-feira, 10 de novembro de 2015

ZÉ NO BLOG DO ZÉ

José Simão gentilmente, autorizou a publicar em meu blog seus "escrachos  diários".


josé simão





 Record! Os Dez Manda Nudes!



 Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República!

Piada Pronta: "Delator Paulo Roberto Costa reclama que seus amigos sumiram do jogo de buraco aos domingos".

E quem vai querer jogar buraco com ele? Sabendo que ele rouba e depois delata!

Já tô imaginando a cena: "Você roubou o meu coringa". "E, se você bater, eu te entrego pra Polícia Federal".

E, se alguém pegar o morto, ele denuncia como ocultação de cadáver! Rarará!

E mais piada pronta! Cunha no "Jornal Nacional": "Não sou dono do dinheiro, sou usufrutuário".

Entendi, ele é seu próprio laranja. Laranja dele mesmo. Usofurto! Sou usufrutuário! Rarará!

Usufrutuário do eufemismo! Rarará!
 E o Neymar ficou careca e fez um golaço. Sansão ao contrário.

E ontem foi aniversário do Felipão. Devia ter comemorado na Alemanha! Rarará!

E eu já disse que vou fazer uma versão erótica de "Os Dez Mandamentos": DEZ MANDA+++ NUDES! Rarará!

E o Cunha daqui a pouco vai dizer que não tem conta, tem faz de conta! Ele faz de conta que não tem conta! Rarará!

E Portugal tá animado! Um amigo chegou de Portugal e me trouxe dois classificados de sexo!

"Mulher fogosa, cabelos longos, atendo no teu prédio, na minha casa ou no motel. Ligar para Imaculada."

E outra: "Garoto de ouro, belo gajo, porte atlético. Falar com Diminuto". Rarará.

Prostituta Imaculada e garoto de programa diminuto só em Portugal mesmo!

E por hoje é só! Como disse aquele ex-presidente da Câmara de Itabuna: "Por falta de cloro, a sessão está encerrada".

Todos pra piscina. Rarará!
 É mole? É mole, mas sobe!

O Brasil é Lúdico! Ops, o brasileiro é sincero!

Olha esta placa numa casinha: "Vende-se! Motivo: chifre!". Rarará.

Tá certo. O chifre é próprio do homem. O boi usa de intrometido! Um homem sem chifre é um animal indefeso!

E esta placa numa casinha em Maceió: "Vendo-me". Rarará.

Nóis sofre, mas nóis goza!

Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

CONCURSOS

DPU reabre Concurso Público

A Defensoria Pública da União reabriu concurso para preenchimento de 143 vagas e formação de cadastro reserva para cargos de nível médio e superior. As inscrições começam dia 09/11 e se encerram no dia 22/11.  

EDITAL No 3

EDITAL No 1 

 

 




segunda-feira, 26 de outubro de 2015

MISS BUMBUM 2015

Esta é Camila Gomes, representante do estado de Minas Gerais, ela tem todos os atributos para participar do concurso, que está na reta final. Acredito que seja difícil para o público votar em uma outra candidata, pois, a mulher brasileira é dotada de um dos bumbuns mais belos do mundo, Camila que o diga...

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Biografias- Lygia Clark

Se viva fosse, Lygia faria 95 anos hoje, 23 de outubro. O Google homenageia a artista brasileira com um doodle. https://g.co/doodle/d2vqdn

lygia clark.jpg


Lygia Clark (Belo Horizonte, 1920 – Rio de Janeiro, 1988) inicia seus estudos artísticos em 1947, no Rio de Janeiro, sob a orientação de Roberto Burle Marx e Zélia Salgado. Em 1950, Clark viaja a Paris, onde estuda com Arpad Szènes, Dobrinsky e Fernand Léger. Nesse período, a artista dedica-se à realização de estudos e óleos tendo escadas e desenhos de seus filhos como temas. Após sua primeira exposição individual, no Institut Endoplastique, em Paris, no ano de 1952, a artista retorna ao Rio de Janeiro e expõe no Ministério da
Educação e Cultura.

Lygia Clark é uma das fundadoras do Grupo Frente, em 1954: dedicando-se ao estudo do espaço e da materialidade do ritmo, ela se une a Décio Vieira, Rubem Ludolf, Abraham Palatnik, João José da Costa, entre outros, e apresenta as suas “Superfícies Moduladas, 1955-57” e “Planos em Superfície Modulada, 1957-58”. Estas séries deslocavam a pintura para longe do espaço claustrofóbico da moldura. É o que Lygia queria como linha-luz, como módulo construtor do plano. Cada figura geométrica projeta-se para além dos limites do suporte, ampliando a extensão de suas áreas. Lygia ainda participa, em 1954, com a série “Composições”, da Bienal de Veneza – fato que se repetirá, em 1968, quando é convidada a expor, em sala especial, toda a sua trajetória artística até aquele momento.

Em 1959, integra a I Exposição de Arte Neoconcreta, assinando o Manifesto Neoconcreto, ao lado de Amilcar de Castro, Ferreira Gullar, Franz Weissmann, Lygia Pape, Reynaldo Jardim e Theon Spanudis. Clark propõe com a sua obra, que a pintura não se sustenta mais em seu suporte tradicional. Procura novos vôos. Nas “Unidades, 1959”, moldura e “espaço pictórico” se confundem, um invadindo o outro, quando Clark pinta a moldura da cor da tela. É o que a artista chama de “Linha Orgânica”, em 1954: a superfície se expande igualmente sobre a tela, separando um espaço, se reunindo nele e se sustentando como um todo.

As obras querem ganhar o espaço. O trabalho com a pintura resulta na construção do novo suporte para o objeto. Destas novas proposições nascem os “Casulos, 1959”. Feitos em metal, o material permite que o plano seja dobrado, assumindo uma busca da tridimensionalidade pelo plano, deixando-o mais próximo do próprio espaço do mundo. Em 1960, Lygia cria a série “Bichos”: esculturas, feitas em alumínio, possuidoras de dobradiças, que promovem a articulação das diferentes partes que compõem o seu “corpo”. O espectador, agora transformando em participador, é convidado a descobrir as inúmeras formas que esta estrutura aberta oferece, manipulando as suas peças de metal. Com esta série, Clark torna-se uma das pioneiras na arte participativa mundial. Em 1961, ganha o prêmio de melhor escultura nacional na VI Bienal de São Paulo, com os “Bichos”.

Lygia Clark deixa de lado a matéria dura (a madeira), passa pelo metal flexível dos “Bichos” e chega à borracha na “Obra Mole, 1964”. A transferência de poder, do artista para o propositor, tem um novo estágio em “Caminhando, 1964”. Cortar a fita significava, além da questão da “poética da transferência”, desligar-se da tradição da arte concreta, já que a “Unidade Tripartida, 1948-49”, de Max Bill, ícone da herança construtivista no Brasil, era constituída simbolicamente por uma fita de Moebius. Esta fita distorcida na “Obra Mole” agora é recortada no “Caminhando”. Era uma situação limite e o início claro de num novo paradigma nas Artes Visuais brasileiras. O objeto não estava mais fora do corpo, mas era o próprio “corpo” que interessava a Lygia.

A trajetória de Lygia Clark faz dela uma artista atemporal e sem um lugar muito bem definido dentro da História da Arte. Tanto ela quanto sua obra fogem de categorias ou situações em que podemos facilmente embalar; Lygia estabelece um vínculo com a vida, e podemos observar este novo estado nos seus "Objetos Sensoriais, 1966-1968”: a proposta de utilizar objetos do nosso cotidiano (água, conchas, borracha, sementes), já aponta no trabalho de Lygia, por exemplo, para uma intenção de desvincular o lugar do espectador dentro da instituição de Arte, e aproximá-lo de um estado, onde o mundo se molda, passa a ser constante transformação.

Em 1968 apresenta, pela primeira vez, no MAM-RJ, "A Casa é o Corpo", uma instalação de oito metros, que permite a passagem das pessoas por seu interior, para que elas tenham a sensação de penetração, ovulação, germinação e expulsão do ser vivo. Nesse mesmo ano, Lygia muda-se para Paris. O corpo dessexualizado é apresentado na série “Roupa-Corpo-Roupa: O Eu e o Tu, 1967”. Um homem e uma mulher vestem pesados uniformes de tecido plastificado e capacetes que encobrem os seus olhos: o homem, veste o macacão da mulher; e ela, o do homem. Tateando um ao outro, são encontradas cavidades. Aberturas, na forma de fecho ecler, que possibilitam a exploração tátil, o reconhecimento do corpo: “os fechos são para mim como cicatrizes do próprio corpo”, diria a artista, no seu diário.

Em 1972, é convidada a ministrar um curso sobre comunicação gestual na Sorbonne. Suas aulas eram verdadeiras experiências coletivas apoiadas na manipulação dos sentidos, transformando estes jovens em objetos de suas próprias sensações. São dessa época as proposições “Arquiteturas Biológicas, 1969", “Rede de Elástico, 1974", “Baba Antropofágica, 1973" e “Relaxação, 1974". Tratam de integrar arte e vida, incorporando a criatividade do outro e dando ao propositor o suporte para que se exprima. Em 1976, Lygia Clark volta definitivamente ao Rio de Janeiro. Abandona, então, as experiências com grupos e inicia uma nova fase com fins terapêuticos, com uma abordagem individual para cada pessoa, usando os “Objetos Relacionais": na dualidade destes objetos (leves/pesados, moles/duros, cheios/vazios), Lygia trabalha o “arquivo de memórias” dos seus pacientes, os seus medos e fragilidades, através do sensorial.Ela não se limita apenas ao campo estético, mas sobretudo ao atravessamento de territórios da arte. Lygia Clark desloca-se para fora do sistema do qual a arte é parte integrante, porque sua atitude incorpora, acima de tudo, um exercício para a vida. Como afirma Lygia: “Se a pessoa, depois de fizer essa série de coisas que eu dou, se ela consegue viver de uma maneira mais livre, usar o corpo de uma maneira mais sensual, se expressar melhor, amar melhor, comer melhor, isso no fundo me interessa muito mais como resultado do que a própria coisa em si que eu proponho a vocês” (Cf. O Mundo de Lygia Clark,1973, filme dirigido por Eduardo Clark, PLUG Produções).

Em 1981, Lygia diminui paulatinamente o ritmo de suas atividades. Em 1983 é publicado, numa edição limitada de 24 exemplares, o “Livro Obra", uma verdadeira obra aberta que acompanha, por meio de textos escritos pela própria artista e de estruturas manipuláveis, a trajetória da obra de Lygia desde as suas primeiras criações até o final de sua fase neoconcreta. Em 1986, realiza-se, no Paço Imperial do Rio de Janeiro, o IX Salão de Artes Plásticas, com uma sala especial dedicada a Hélio Oiticica e Lygia Clark. A exposição constitui a única grande retrospectiva dedicada a Lygia Clark ainda em atividade artística. Em abril de 1988, Lygia Clark falece.

Lygia Clark hoje

Vivemos num mundo midiático. Deixamos, aos poucos, de ter contato de primeira pessoa com o mundo objetivo. Mudamos de canal, falamos ao celular e sacamos dinheiro através de forças poderosas invisíveis.O mundo virtual, sem limites, vai tomando o lugar do mundo físico em nossas vidas. Trabalhamos, convivemos e nos divertimos por meio de telas, interfaces que nos dizem o que fazer e nos guiam aonde queremos chegar.Perturbados com a velocidade deste novo mundo, compartilhamos nossas loucuras por meio de redes e mídias sociais, buscamos forças na força invisível do divino – religiões, seitas, rituais – e acordamos todo dia em dívida com a informação que prolifera sem parar.

As forças invisíveis do mundo online podem nos trazer grande liberdade (virtual), mas podem também nos oprimir: vivemos com medo de inimigos igualmente invisíveis: vírus (de computador ou não), bactérias, assaltantes, terroristas. Vivemos trancados em locais seguros, mantendo contato com todo o planeta por janelas eletrônicas.

Oprimidos, com medo e confusos, sentimos necessidade de nos expressar: berramos gritos de guerra em torcidas, nos exibimos em webcams, falamos de nós mesmos por horas em chats e transformamos o corpo em outdoor de nossas opiniões.Sutilmente loucos, procuramos alívio instantâneo em bebidas místicas como o daime, abusamos de drogas, lícitas ou não, e dançamos frenéticos ao ritmo de tambores (Samba, Candomblé, Afroreggae, Stomp). Chegamos a pintar a face (manifestações de rua, estádios esportivos, carnaval). Enfim, tentamos simular a vida dos ancestrais, que viveram num mundo mais simples, fácil de entender: bastava alimentar e proteger a tribo.Ou seja, o primitivo, hoje, nos dá alívio.

Lygia sabia disso. Seus pensamentos mais herméticos guardavam este segredo: a arte precisava estar a serviço da libertação do ser humano que hoje existe em células, comunidades, perfis online.Verdadeiramente livre, Lygia esteve a frente de seu tempo, hoje fica claro. Compartilhou ao transformar o corpo do outro no objeto de sua arte muito antes da web 2.0, em que a ordem do dia é compartilhar.

A auto decretada não-artista deu o objeto da arte na mão de seu interlocutor, como em “Caminhando”, e estabeleceu que a “arte é o seu ato”. Fundou a arte participativa, interativa e compartilhada desde então. Lygia destravou as portas do inconsciente através de sua arte e propunha isso como manifestação artística transcendental. Objetos sensoriais e relacionais, entre muitos outros artefatos, abriam um canal direto com o primitivo interior (self, no jargão de Lygia), criando um estado de auto-conhecimento revelador e, por isso, libertador.

O mundo de Lygia Clark é hoje o antídoto para o veneno da modernidade. Faz do contato físico real a revelação do eu e do outro. É mais catártico e legítimo que mil palavras ditas na terapia psicanalítica clássica. Faz do contato humano o abrigo que buscamos no mundo virtual e que, em verdade, lá não temos.

Resetar Lygia Clark é restartar o mundo. Resetar o mundo é restartar Lygia Clark.

Fonte http://www.lygiaclark.org.br/biografiaPT.asp